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Pacientes mentais são assistidos por Centro de Atenção Psicossocial

19 jul 2012

 

Pacientes com sofrimento mental grave e persistente contam com um ponto de apoio, desde o ano passado, quando foi criado em Caruaru o CAPS III – Centro de Ação Psicossocial. Desde então, os doentes mais graves passaram a ter um acompanhamento específico, que atende às necessidades de cada um.

Os Centros de Atenção Psicossocial fazem parte do modelo da Reforma Psiquiátrica, que prima pelo fim do sistema anti-manicomial no país e tem como objetivo oferecer atendimento à população, realizar o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.

No ano passado, os pacientes mentais passaram por algumas dificuldades, quando, a então Clínica Psiquiátrica Santa Sofia, conhecida popularmente por Clínica de Doutor Veloso, que era privada, mas tinha vínculo com a Prefeitura Municipal de Saúde, decidiu fechar às portas. Alguns familiares ficaram sem saber o que iria acontecer, dali por diante.

Foi então que a Secretaria de Saúde começou a ampliação e fortalecimento preconizados pelo Ministério da Saúde, segundo a Coordenadora do setor de Saúde Mental, Rita Acioli. “Dentre as ações, destacam-se: criação de leitos para internamento no Hospital Geral Manoel Afonso, presença de psiquiatra nos chamados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – Samu, qualificação das equipes de Saúde da Família, readequação dos ambulatórios e atendimento especializado para usuários de álcool e outras drogas”, lembra.

Atualmente, o CAPS III que conta com seis leitos, oferece terapia de grupo, tratamento medicamentoso, oficinas, atividades físicas, atendimento às famílias, dentre outros. Enfermeiros, psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, arteducadores e técnicos de enfermagem compõem o quadro de funcionários que prestam atendimento a pessoas que sofrem de esquizofrenia, depressão grave, transtorno bipolar entre outros.

A Coordenadora comemora os investimentos realizados, mas enfatiza a necessidade do acompanhamento familiar. “É de fundamental importância que os pacientes tenham o apoio dos familiares. Nosso intuito é que eles sejam reinseridos na sociedade, que a doença possa ser controlada, mas para que isso aconteça, a família tem que ser partícipe, tem que caminhar conosco nesse processo”, destaca.

 

 

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